SSD: Tire todas suas dúvidas e entenda as vantagens

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Trocar um disco rígido por um SSD é um dos upgrades mais comuns em qualquer máquina. Estes eram praticamente itens de luxo há alguns anos, mas atualmente é comum encontrar soluções mais acessíveis. E basta usar uma máquina com SSD para nunca mais querer ficar sem, independentemente da configuração. Naturalmente, máquinas de alto desempenho apresentam resultados bem superiores, já que o armazenamento é o componente mais lento de qualquer máquina atual.

Mas quais são todos os benefícios do SSD? Qual o ganho de velocidade, em termos reais? Vamos ver nas próximas linhas.

Benchmarks de discos de armazenamento SSD

Vamos usar como exemplo o notebook gamer Avell Titanium G1513 IRON V4: com a seguinte configuração:

Este modelo em questão possui dois discos de armazenamento:

  • Primário: SSD Crucial de 512 GB;
  • Secundário: SSHD Toshiba de 1 TB;

Abaixo, o resultado dos testes de ambos os discos com o programa CrystalDiskMark 5.2.1 (64 bits).

SSHD de 1 TB

SSHD de 1 TB

SSD de 512 GB

SSD de 512 GB

Mesmo comparando com um SSHD, já que os resultados de um HD seriam ainda mais elucidativos, podemos entender as vantagens do SSD em termos numéricos. As velocidades de escrita contínua chegam a ser quase 9 vezes maior, mas este não é o resultado mais expressivo. Observem a segunda linha (4K Q32T1): mais de 50 vezes superior.

Em menor grau, mas ainda com diferenças consideráveis, o SSD ganha em todos os quesitos, se destacando, principalmente, na leitura e escrita de pequenas quantidades de dados. Isso comparado com um SSHD, que possui um cache SSD de 8 GB.

Ainda que um HD típico não apresente resultados ruins em dados contínuos, grande parte do uso é típico de uma máquina no dia a dia. E é exatamente por isso que o uso de um SSD “desafoga” um computador. Os resultados acima mostram, porém, apenas uma das vantagens de se utilizar um SSD de uma forma bastante rápida. Este não é o único benefício, como veremos adiante.

Longevidade do SSD

SSDs mais novos duram mais do que HDs comuns. Isso ocorre pela própria natureza de cada um deles, já que SSDs não possuem partes móveis. Isso significa um desgaste menor com o passar do tempo, levando um período maior para apresentar efeitos. Como um representante de uma empresa de armazenamento disse certa vez: um disco rígido pode apresentar problemas entre um período de 15 segundos e 10 anos. Já SSDs podem funcionar por décadas sem um problema sequer.

Perda de dados

Ainda falando das diferenças físicas de cada um, SSDs se destacam na pela robustez na hora de guardar dados. Quando a máquina fica sem energia, seja por um blackout ou qualquer outra razão, o SSD possui um capacitor interno que permite a escrita de dados por um certo período. Tempo, muitas vezes, necessário para a escrita completa dos dados, mesmo que a máquina esteja sem energia. Já os discos rígidos, não.

Resistência mecânica

HDD-SSD

Por serem mecânicos, os HDs sofrem com possíveis trepidações.

Discos rígidos mais modernos são mais robustos, de fato, mas ainda sofrem pela própria natureza mecânica da tecnologia. Os discos giram com velocidades constantes, comumente 5400 RPM ou 7200 RPM, com o braço se movimentando para ler e escrever dados nos diferentes setores dos pratos. Com um notebook posicionado em uma superfície sem trepidações ele dificilmente apresentará problemas, mas há um perigo inerente em um usá-lo em movimento. Dentro de um carro, por exemplo.

Como SSDs não possuem partes mecânicas, essas situações não os afetam. Mais do que isso: não acumulam desgastes com o tempo. HDs não raramente apresentam defeitos com pequenas trepidações, mas desgastam contínuos com o passar do tempo, aumentando suas chances de falha.

Consumo de energia

Um disco rígido típico consome, em média, 4 watts de energia. Pode parecer pouca coisa, já que uma CPU de notebook mais voltada para desempenho chega a consumir até 45 watts. Mas é bastante coisa, considerando que um SSD consome entre 0,05 watts e 1,3 watts (no máximo). Isso se traduz em alguns minutos extras de bateria, dependendo da configuração, além de significar uma economia de luz no longo prazo.

Dissipação de calor

SSD calor

Por não contarem com refrigeração ativa, quanto menos calor gerado pelo armazenamento, melhor.

Combinando a ausência de partes móveis com o menor consumo de energia, temos mais um benefício dos SSDs: menos dissipação de calor. Em máquinas de alto desempenho, este é um item de especial importância, já que o armazenamento não conta com soluções ativas de refrigeração. Geralmente posicionados longe dos componentes mais quentes, como CPU e GPU, os discos devem ficar o mais bem refrigerados quanto possível, o que não chega a ser um problema para os SSDs, que permanecem relativamente frios mesmo sob uso intenso.

Ruído

Como não há peças em movimento, os SSDs também não geram ruído. Quando a máquina está rodando algum programa ou jogo pesado, o ruído dos discos rígidos é praticamente inaudível, “mascarado” pelas altas rotações do(s) cooler(s). Mas, quando estamos apenas navegando na internet, ou realizando qualquer tarefa mais leve, especialmente à noite, quando há pouco barulho ambiente, é possível escutar o disco rígido em funcionamento. Depois de algum tempo, começa a incomodar, problema que não existe nos SSDs.

Desvantagens

Então só há vantagens em SSDs? Bom, é um componente tecnicamente superior, oferecendo um desempenho superior ao mesmo tempo em que consome menos energia. Mas há um porém: o custo por gigabyte ainda é consideravelmente alto se comparado aos discos rígidos. SSDs de menor capacidade já estão disponíveis em patamares de preços competitivos, mas são pouco interessantes para quem quer maximizar o espaço disponível priorizando o custo-benefício.

SSDs

Além das vantagens acima, SSDs estão ficando cada vez menores, sendo uma excelente opção para ultrafinos.

Grande parte dos notebooks gamers mais atuais já traz espaço suficiente para duas soluções de armazenamento. É o caso do Titanium G1513 IRON V4, com um SSD primário de 512 GB mais um disco rígido secundário de 1 TB. O sistema operacional, jogos e programas ficam no SSD, apresentando alta responsividade. Já arquivos maiores, que não necessitam de tanta velocidade, como músicas e vídeos, podem ficar guardados no disco secundário. É um excelente meio-termo, em especial para quem quer maximizar o custo-benefício sem abrir mão nem de desempenho, nem de espaço disponível.

Fontes: Tech Target, Crucial, Computer Hope, Server Watch

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