SSD: o que você precisa saber sobre o M.2 e NVMe

Processadores ficam mais poderosos e ganham núcleos extras. Placas de vídeo evoluem consideravelmente de geração, atualmente capazes de fazer um notebook bater de frente com um poderoso desktop de poucos anos. Mas e o armazenamento? Será que ele evoluiu tanto quanto o resto da máquina? Quais são as vantagens de se utilizar um SSD no lugar de um disco rígido?

Confira nesse post duas tecnologias que estão ganhando cada vez mais espaço nos últimos tempos: o M.2 e o NVMe.

Ambos trazem benefícios para quaisquer tipos de máquinas compatíveis, mas favorecem especialmente os notebooks. Um deles em relação ao hardware e outro em relação ao software, principalmente para as máquinas voltadas aos jogos.

O diferencial do M.2

Notebooks de diferentes formatos usavam o mesmo tipo de disco rígido com 2,5’, mais compacto do que o de 3,5’ utilizado em desktops. Ainda que pequeno, passou a ocupar um espaço relativo cada vez maior. Afinal, os modelos se tornaram cada vez mais finos, inclusive os notebooks gamers.

Disco rígido de 5 mm: pequeno, mas consideravelmente maior do que um SSD M.2

Então sua espessura passou a ser reduzida, de 9 mm para 7 mm e, posteriormente para 5 mm. Tanto discos mecânicos quanto SSDs passaram por esse processo, mantendo o padrão SATA como conexão. Ainda assim, tornou-se necessário um novo padrão, em especial considerando que a litografia dos SSDs foi rapidamente diminuindo, permitindo chips cada vez mais finos.

Outro ponto importante: o gasto energético de um possível SATA IV seria muito grande.

Esse padrão chegou em 2013, inicialmente denominado Next Generation Form Factor ou NGFF, posteriormente denominado M.2. Comumente o associamos a SSDs de alto desempenho, mas sua aplicação é universal, sendo compatível também com placas Wifi, Bluetooth e NFC.

Menor volume dentro da máquina

O grande diferencial físico do M.2 em relação ao SATA é a espessura do conector, permitindo o desenvolvimento de discos cada vez mais compactos, diminuindo o espaço utilizado dentro da máquina. Além disso, é compatível tanto com a interface SATA quanto com a PCI Express, garantindo o alcance de velocidades maiores sem deixar de lado a compatibilidade com máquinas mais antigas.

Diminuto o suficiente para não ocupar tanto espaço dentro de um notebook, além de ser mais potente.

Placas-mãe de desktop mais modernas já trazem suporte nativo ao M.2, mas quem acaba se beneficiando mais são os notebooks. Afinal, o menor espaço ocupado permite que os fabricantes criem designs mais finos e inovadores ou instalem mais de um disco por máquina. Ou ainda aproveitem melhor o volume economizado, seja com mais bateria ou com um sistema de refrigeração mais robusto.

Além disso, garante velocidades finais teóricas mais rápidas, chegando a 10 Gb/s, a mesma do SATA Express (e com um conector muito menor). Quando o PCI Express 4.o chegar ao mercado, a expectativa é de que esse valor dobre. Isso sem falar na capacidade máxima de dados, já que existem SSDs M.2 com vários GB de armazenamento.

O diferencial do NVMe

O NVMe, sigla de Non-Volatile Memory Express, ataca pelo lado do software. Imagine que você dirige um carro popular antigo por décadas a fio e, de repente, tem acesso a um carro automático turbo. Você dirigiria da mesma maneira? Para tirar proveito de uma tecnologia superior precisamos adequar a forma como interagimos com ela. Ou seja, tirar o máximo de proveito possível.

Gráfico do tempo de latência do AHCI contra o NVMe: quanto menor, melhor.

E é exatamente isso que o NVMe faz. Como dissemos, o M.2 é compatível com duas interfaces: o SATA (usando o AHCI) e o NVMe, ambas interfaces lógicas. Basicamente, trata o SSD como um SSD, não com um disco rígido de alta velocidade. No caso, ajuda o nosso motorista do exemplo acima a tirar o melhor proveito do carro turbo. E isso acontece de duas formas.

A primeira é reduzindo os tempos de acesso ao disco, o grande diferencial dos SSDs em relação aos HDs. Estamos falando de microssegundos, reduzindo de 6 µs (AHCI) para 2,8 µs. Pode parecer pouco, mas há um ganho generalizado de performance, já que isso se aplica a cada operação que o usuário realiza na máquina, mesmo as mais triviais.

Em segundo lugar, temos o melhor aproveitamento do conjunto como um todo. O NVMe permite o acesso paralelo de dados, aproveitando todos os núcleos do processador. Se considerarmos que uma máquina moderna, em especial gamer, vem com pelo menos 4 núcleos, temos um ganho de escala considerável.

Conclusão

Usuários de desktops podem fazer uso de RAID para alcançar um melhor desempenho de armazenamento, mas notebooks comumente trabalham com apenas um disco. Juntado o NVMe com o M.2, o usuário de notebook passa a ter um ganho considerável de desempenho em armazenamento. Isso além de ter acesso a um ou mais discos sem comprometer a espessura da máquina.

Em outras palavras, tem um ganho de experiência de uso perceptível em relação aos padrões anteriores, diminuindo o tempo de inicialização do sistema e garantindo um uso mais fluido e responsivo.

E já é possível ter acesso a essas tecnologias com os notebooks da Avell. É o caso, por exemplo do AVELL W1513 FOX-7 GREY EDITION, com suporte a um disco SATA (tanto HD quanto SSD) e outro M.2. Além dele, vale destacar o TITANIUM W1556 MX, um modelo com tela 4K, suporte a um disco SATA e nada menos do que dois cartões M.2.

O que achou do M.2 e do NVMe? Possui uma máquina com esses padrões? Conte para nós o que acha delas!

Fontes: Canaltech, Adrenaline, Legit Reviews, PC World