Mitos e verdades sobre pasta térmica para processador e placa de vídeo

As pastas térmicas são essenciais para a boa refrigeração do processador e da placa de vídeo. Aliás, a pasta térmica da placa de vídeo geralmente recebe menos atenção, assim como acontece com notebooks. Por ser menos acessível, costuma-se assumir que está tudo bem mesmo depois de algum tempo, o que não é sempre o caso.

Mas afinal, quando é preciso substituir a pasta térmica? Vamos explorar três mitos e fatos, começando com um dos principais questionamentos.

Todas as pastas térmicas são iguais?

Não. Este é um questionamento de grande parte dos usuários, em especial quando vemos que há uma faixa de preços nas principais lojas. Algumas são mais baratas, custando menos do que R$ 10. Outras chegam a custar quase R$ 100 para uma única aplicação. Naturalmente há um fato de superfaturamento em algumas, apostando no fator marca, mas há um certo padrão que devemos observar.

pasta térmica sendo aplicada

O preço varia bastante conforme a formulação.

Os modelos mais simples usam silicone como base, sendo o mínimo recomendado. Subindo um pouco o patamar de preços temos os modelos à base de metal, caso da Artic Silver. Por fim temos os modelos premium, que são ainda mais caros. Temos um incremento na condutividade térmica de cada uma delas, melhorando a refrigeração do processador. Além disso, temos um segundo fator igualmente importante. Vamos à próxima pergunta!

Quando devo substituir a pasta térmica?

Alguns dizem que uma pasta térmica de qualidade bem aplicada não precisa ser substituída. Outros afirmam que é um procedimento para ser executado anualmente (pergunte para um fabricante de pastas térmicas). Quem está certo? Nenhum. O tempo varia conforme a base utilizada:

  • Base de silicone: 3 anos
  • Base metálica: 5 anos
  • Modelos premium: 8 anos (alguns modelos chegam a 10 anos)

Lembrando que são prazos médios, variando conforme o uso e condições da máquina. Máquinas gamer, por exemplo, precisam de uma atenção maior por funcionarem em condições mais extremas. Além disso, se o dissipador for retirado por qualquer motivo, a pasta térmica deve obrigatoriamente ser substituída.

Quanto mais pasta térmica, melhor?

Temos aqui um grande erro. A função da pasta térmica é cobrir as imperfeições entre as superfícies do processador e da base do cooler, já que não são perfeitamente planas. Exatamente por isso a condutividade térmica é tão importante, fazendo uma “ponte” entre ambos. Ou seja, exagerar na pasta térmica, como se estivesse passando requeijão no pão, não ajuda em nada. Pior: pode danificar outros componentes.

Excesso de pasta térmica acaba vazando e danifica outros componentes.

Excesso de pasta térmica acaba vazando e danifica outros componentes.

Colocada em excesso, a pasta térmica acaba vazando ao colocarmos o cooler. Dependendo da quantidade, pode se espalhar na placa-mãe e prejudicar outros componentes. Isso sem oferecer nenhum benefício adicional para a proteção da CPU, vale dizer, já que essa quantidade extra não será aproveitada (além do prejuízo, já que algumas marcas são bastante caras).

Será que GPUs precisam de substituição? Se sim, de quanto em quanto tempo? E os notebooks? Veremos em breve.

Será que GPUs precisam de substituição? Se sim, de quanto em quanto tempo? E os notebooks? Veremos em breve.

O inverso também não é bom. Usar menos pasta térmica do que o necessário não cobrirá todas as imperfeições. Em outras palavras, a superfície de contato efetiva com o cooler será menor, prejudicando a condutividade térmica. Mas como saber qual é a quantidade certa? É uma questão de prática. Por isso é uma boa opção pedir a assistência de pessoas especializadas.

Sugestões de leitura

Abordamos três dúvidas comuns sobre pastas térmicas e vamos explorar outros em breve. Agora conte nos comentários: você tem alguma dúvida específica sobre o assunto?