Kaby Lake: As novidades na 7ª geração de processadores

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Durante muito tempo, a Intel trabalhou com o famoso “tick tock”. O “tick” representa uma diminuição da litografia, com transistores menores consumindo menos energia e dissipando menos calor. Depois, veio o “tock”, uma arquitetura nova usando o mesmo processo de fabricação. Outros detalhes também são importantes, como as melhorias internas, novos decodificadores e GPUs integradas mais modernas.

Mas isso mudou com o Kaby Lake, sétima geração de processadores Core da Intel. Ele pode ser entendido como uma terceira etapa, um “tack”. Mantém a arquitetura da sexta geração (Skylake) e o processo de fabricação da quinta (Broadwell). Então, o que o Kaby Lake oferece de diferente? É o que vamos entender nas próximas linhas.

Kaby Lake: 4K e clocks maiores

Apesar de contar com a mesma arquitetura do Skylake, o Kaby Lake oferece algumas melhorias interessantes. Em primeiro lugar, temos o foco no 4K. Diferentemente do Skylake, a sétima geração vem com decodificadores voltados para essa resolução. É o caso do HEVC de 10 bits e do VP9 de 8/10 bits, ambos utilizados em vídeos 3840 x 2160. Ao mesmo tempo em que trabalham com vídeos em 4K@30fps ou 4K@60fps sem problemas, esses decodificadores consomem menos energia, já que são implementados via hardware. Isso não somente nos modelos mais potentes, mas também nas linhas Y e U de baixa voltagem.

Kaby Lake

O Kaby Lake é o primeiro processador consumer da Intel com decodificadores via hardware otimizados para vídeos em 4K.

Outra novidade são os clocks maiores. O “tack” pode ser entendido como uma otimização da mesma geração, permitindo um aumento de clocks sem aumento de TDP. Por exemplo: nos modelos Core i5 e Core i7, há 300 MHz de ganho por núcleo, o que faz uma boa diferença no fim das contas:

  • Intel Core i5-6300HQ para o Intel Core i5-7300HQ: Turbo Boost máximo de 3,2 GHz para 3,5 GHz;
  • Intel Core i7-6700HQ para o Intel Core i7-7700HQ: Turbo Boost máximo de 3,5 GHz para 3,8 GHz;

Mais do que clocks mais altos, o Kaby Lake conta também com uma importante melhoria interna, como veremos no próximo item.

Speed Shift

Processadores da Intel e da AMD trabalham com diversos estágios de energia. Se de um lado não queremos que a máquina consiga executar todas as tarefas usando todo o seu poder de fogo, de outro não queremos que os componentes desperdicem energia. E, consequentemente, dissipe calor excessivo e consuma muita energia desnecessariamente. Exatamente por isso os processadores otimizam o seu poder de fogo, ajustando seus clocks e tensões em tempo real.

Kaby Lake

Comparação da troca de estágios de tensão entre o Speed Shift, SpeedStep e um modelo Skylake com SpeedStep desabilitado.

Nesse ponto, temos a principal mudança da geração Skylake para o Kaby Lake. O Skylake introduziu o SpeedStep, que ajustava o desempenho do processador com uma velocidade consideravelmente maior do que as CPUs Broadwell. Agora, temos o Speed Shift, que pode ser entendido como uma espécia de “SpeedStep 2.0”. O que já era bom ficou ainda melhor, garantindo um ajuste correto e extremamente rápido de tensões. Como resultado, temos uma máquina que funciona em uma temperatura menor, consome menos bateria e não deixa o desempenho de lado.

Optane: menor energia e maior vida útil

Por fim, temos o suporte a uma nova solução de armazenamento. Quem já usou uma máquina com SSD dificilmente fica contente em usar outro com um disco rígido convencional. Os benefícios são inegáveis, sem partes móveis e com uma média de velocidade até 10 vezes maior. Isso não somente em leitura e escrita contínua, mas também nos tempos de acesso, o ponto fraco do HD.

A ideia geral do Optane é bastante simples: ser para o SSD o que o SSD foi para o HD. Já imaginou usar uma tecnologia de armazenamento 10 vezes mais rápida do que um SSD comum? É exatamente isso que o Optane promete com a tecnologia 3D Xpoint, resultado de uma parceria entre Intel e Micron. Além de oferecer uma escala de grandeza a mais de velocidade, o Optane consome menor energia e possui uma vidá útil maior.

Kaby Lake

O Optane é tão rápido que pode até ser utilizado como memória DRAM, mas inicialmente possui capacidades mais limitadas.

Inicialmente, porém, o Optane estará disponível apenas como memória cache. Durante a CES 2017, quando os primeiros modelos foram mostrados pela Intel, havia opções de 16 GB ou 32 GB. Isso apenas de começo, já que, assim como ocorreu com os primeiros SSDs, a capacidade de armazenamento aumentará consideravelmente nos próximos anos.

O Kaby Lake é a única arquitetura que suporta o Optane. Nenhum modelo da AMD é suportado, o mesmo sendo válido para todas as gerações anteriores da Intel. Não é incomum ver modelos com um disco cache SSD e um HD para os dados, e nesse ponto o Optane ganha um destaque especial. SSDs contam com patamares de preços menores atualmente, mas ainda são relativamente caros em capacidades maiores. Com um cache Optane, modelos com HD passam a contar com preços menores sem deixar de lado a responsividade do sistema.

Do outro lado, conforme a capacidade do Optane aumentar, o usuário avançado também ganha. Como o armazenamento é o componente mais lento de qualquer máquina moderna, um modelo que conte com um disco Optane de maior capacidade garantirá que a máquina contará com um altíssimo desempenho em todas as tarefas. Já imaginou aquele jogo favorito carregando em poucos segundos? Essa é exatamente a promessa do Optane.

Conclusão sobre o Kaby Lake

O Kaby Lake é resultado da dificuldade da Intel de continuar diminuindo a litografia de seus processadores. Seu processo de 10 nanômetros ainda não é economicamente viável, e a solução encontrada pela empresa foi melhorar a sua arquitetura atual. Essa dificuldade é vista por muitos como “o fim da Lei de Moore”, que guiou a evolução dos processadores da empresa por décadas.

Kaby Lake

O Avell Titanium B155 IRON V4 é um dos modelos que já contam com a sétima geração de processadores Intel.

De qualquer forma, o usuário continua ganhando. Isso tanto pelo clock maior dessa nova geração quanto por suas melhorias internas. Com o Kaby Lake, a Intel continua sendo a principal opção para o gamer de alto desempenho, sem deixar de lado a otimização do consumo de energia e geração de calor.

Fonte: Intel ARK, Tech Radar, Showmetech

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