GeForce RTX™: Analisando a série 20 de placas de vídeo da NVIDIA®

A série 10 de placas de vídeo NVIDIA® permaneceu no mercado por um bom tempo. Anunciada em meados de 2016, essa geração permaneceu praticamente sem concorrentes por aproximadamente 2 anos. Agora há uma nova linha de placas de vídeo, e não se trata de uma geração qualquer. Ao contrário do que acontece entre uma geração e outra de GPUs e, no mercado de tecnologia em geral, não existem apenas melhorias incrementais, mas um novo produto.

Podemos notar logo no nome: além da mudança de geração (série 20), temos uma mudança da nomenclatura. O RTX substitui o GTX. O que essa mudança em uma letra significa? Muita coisa, que veremos a seguir.

A evolução dos modelos: opções atuais da GeForce RTX™

Há 5 modelos disponíveis na data de criação deste artigo: RTX 2070, 2080, 2080 Ti, Titan RTX e, mais recentemente, a RTX 2060. Como podemos ver, há muitas similaridades na segmentação das placas de vídeo. Assim como na ordem dos lançamentos, priorizando os modelos mais potentes. Pouco tempo depois conhecemos a RTX 2060, que chegou mais para substituir a GTX 1070 do que propriamente a GTX 1060 (em termos de performance, não de tecnologia).

CEO da NVIDIA® Jensen Huang.

Anúncio da série RTX (RTX 2080 Ti) na Gamescom pelo CEO da NVIDIA® Jensen Huang.

O ganho de performance nas placas de vídeo NVIDIA® GeForce RTX™

Falando estritamente de ganho de desempenho bruto, os modelos RTX são superiores aos GTX da geração anterior. Ou seja, a RTX 2080 é mais potente do que a GTX 1080, RTX 2070 é mais potente do que a GTX 1070, e assim por diante. Mas a coisa não é tão simples assim. Em especial quando levamos em consideração que a diferença não é tão grande. A RTX 2080, por exemplo, fica atrás da GTX 1080 Ti em alguns testes.

Em termos genéricos, a nova geração está entre 20 e 30% mais potente do que a geração GTX. Uma melhoria que está longe de ser desprezível, vale destacar.

Muito mais que uma mudança de letra

Poderíamos postar uma quantidade impressionante de números aqui para comparar a linha RTX com a geração anterior. Certamente teria um impacto significativo. Porém, acreditamos que seja mais impactante dizer algo como: ray tracing em tempo real. Podemos explicar o que é isso em palavras? Sim. Mas um vídeo do Battlefield V vale mais do que mil palavras:


Viu os reflexos e explosões realistas? Isso é o que ray tracing em tempo real significa, tecnologia proporcionada pelos núcleos RT da arquitetura Turing. Aliás, é isso que explica o “R” do RTX, que também trabalha com inteligência artificial. Vamos dar um passo adiante? Vamos ver agora o DLSS em um vídeo do Metro Exodus.

DLSS é a sigla de “Deep Learning Super Sampling”. Explicando em termos simples, o DLSS é capaz de “simular” uma resolução maior sem sobrecarga de desempenho. Bacana, não é mesmo? Como podemos ver, não se trata apenas de um framerate maior, mas a explicação detalhada dessas tecnologias ficará para a próxima parte. E, claro, vamos falar mais sobre a arquitetura Turing e as especificações de cada modelo.

Fontes: Windows Central, Android Authority, DigitalTrends