Entenda como funcionam os benchmarks de CPU (parte 2)

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Exploramos alguns detalhes do Core i7-7700HQ na primeira parte deste artigo. Atualmente, trata-se de uma das CPUs mais poderosas da Intel para notebooks, uma melhoria da arquitetura Skylake (6ª geração) com o mesmo processo de fabricação da Broadwell (5º geração). O grande diferencial, porém, é praticamente invisível em fichas técnicas: o Speed Shift, uma melhoria do SpeedStep da sexta geração, mas extremamente importante no uso diário. Além de, claro, o suporte nativo a vídeos em 4K e ao Optane, nova solução de armazenamento da própria Intel.

Rodamos dois benchmarks famosos para medir seu desempenho bruto, cada um deles focando em um trabalho específico, para mostrar na prática quais são os recursos dessa nova geração. Nesta segunda parte sobre benchmarks de CPU, vamos usar o PCMark 8 para simular situações reais, operações que executamos diariamente em nossas máquinas. Em seguida, vamos usar o GeekBench, uma das referências do mercado em benchmarks sintéticos, para mostrar qual é o ganho real de desempenho em quatro gerações.

Ferramenta PCMark 8

Um dos grandes diferenciais do PCMark 8 é o seu sistema de parcerias, resultando em uma suíte desenvolvida lado a lado com OEMs. O resultado? Uma ferramenta mais realista e precisa, já que trabalha diretamente com fabricantes. AMD, Intel e NVIDIA estão na lista, mostrando como configurações similares se comportam em diferentes máquinas.

Focaremos em 2 testes: o Creative Test e o Work Test. Não usaremos o Home Test por um motivo claro: ele é voltado para máquinas mais básicas. Certamente não é o caso do Titanium G1513 IRON V4 que temos em mãos, que é perfeitamente capaz de “gabaritar” todas as cargas de trabalho contidas nele.

PCMark 8 Creative Test

PCMark 8 Creative Test

Com a pontuação de 3531, o Creative 3.0 mostra que o Titanium G1513 IRON V4 mostrou não apenas que é capaz de lidar com grande parte dos trabalhos focados em produção e reprodução de conteúdo, como também que a máquina não necessitou usar 100% de seu poder de fogo. O que é analisado? Codificação e decodificação de vídeos (em tempo real ou não), edição de fotos individuais (filtros, ferramentas básicas, efeitos) e em grupo (batch editing) e codificação e decodificação de músicas. Ou seja: grande parte das tarefas que executamos diariamente, além de outras mais voltadas para produtores de conteúdo.

benchmarks de CPU

PCMark 8 Work Test

Em seguida temos o Work test, com a confortável pontuação de 3490. Aqui temos os testes de navegação web (JunglePin e Amazonia), também presentes no Creative test, o mesmo valendo para os testes de chat em vídeo, com resultados similares. Em seguida, os testes de escrita em editores de texto, como o LibreOffice Writer e o Word, e aplicativos de planilhas, como o Calc e o Excel. Naturalmente, ambos são executados com tranquilidade pela configuração que temos em mãos.

Abaixo, temos o relatório completo do comportamento da CPU durante a execução dos testes (as 3 passagens em cada um deles), mostrando a estabilidade do Titanium G1513 IRON V4 no período.

PCMark 8 Creative Test - cpu

PCMark 8 Creative Test – Details

PCMark 8 Work Test

PCMark 8 Work Test – Details

Infelizmente, não pudemos executar os testes da suíte Applications, já que estes exigem que os programas testados estejam presentes na máquina. No caso, as suítes da Adobe e o pacote Office da Microsoft. O PCMark 8 testa esses programas na suíte de armazenamento (que já executamos em um artigo dedicado), mas focando na velocidade de abertura e salvamento dos principais programas de cada suíte.

São resultados esperados, já que, como dissemos, o Core i7-7700HQ é um dos processadores de notebooks mais poderosos atualmente.

GeekBench 4

Atualmente na quarta versão, o GeekBench é outro programa utilizado como referência de medição de desempenho de CPU. Tanto para computadores (x86) quanto para smartphones (ARM, em sua maioria), permitindo uma comparação até bastante precisa entre as duas arquiteturas. Aqui vemos o principal diferencial da Intel: eficiência single-core, ponto de destaque em relação ao Bulldozer da AMD, cravando 4536 pontos, um dos maiores entre as CPUs atuais.

GeekBench 4 desempenho cpu

Intel Core i7-7700HQ – GeekBench 4

O que é testado? Tudo: criptografia (AES, LZMA), compiladores (LLVM), compressão e descompressão de imagens (JPEG), HTML5, codificação de vídeos, renderização de PDF, entre diversos outros testes. Basicamente, a grande maioria das operações diárias de uma máquina convencional, mesmo que muitas vezes não nos demos conta. Vale destacar a influência de uma memória RAM mais rápida aqui (DDR4 rodando a 2133 MHz), já que o resultado final seria perceptivelmente diferente se a mesma configuração utilizasse, por exemplo, uma memória DDR3 de 1600 MHz.

GeekBench 4 - Single-Core Details

Intel Core i7-7700HQ – GeekBench 4 – Single-Core Details

GeekBench 4 - Multi-Core Details

Intel Core i7-7700HQ – GeekBench 4 – Multi-Core Details

Utilizando a mesma versão do GeekBench, qual será o ganho de eficiência dos processadores da Intel com o passar das gerações? Para vermos isso, vamos comparar o Core i7-7700HQ com um Core i5-3230M. Sim, estamos comparando um Core i5 dual-core contra um Core i7 quad-core, mas o que nos interessa é a eficiência single-core. Há uma diferença nos clocks (2,6 GHz contra 2,8 GHz, base, 3,2 GHz contra 3,8 GHz, Turbo Boost), mas a distribuição de caches por core é constante (L1, L2 e L3).

Intel Core i5-3230M - GeekBench 4

Intel Core i5-3230M – GeekBench 4

No fim das contas, a sétima geração é cerca de 50% mais eficiente do que a terceira geração (Ivy Bridge), o que significa um ganho de aproximadamente 10% por geração (de forma composta, naturalmente). Exatamente o que consta na propaganda da Intel, resultado de uma combinação de clocks, arquitetura, recursos internos e litografia (com somente uma redução de 22 nanômetros para 14 nanômetros).

Ganho por núcleo, vale destacar. Por incrível que pareça, essa comparação entre um dual-core e outro quad-core faz mais sentido aqui do que comparar o Core i7-7700HQ com um Core i5 quad-core, já que, como dissemos em nosso artigo sobre as diferentes classificações da Intel, o Core i5 é limitado a 4 Threads nas versões dual-core e nas versões quad-core. Ou seja, a comparação aqui ocorre entre dois núcleos com Hyperthreading, que garante um bom percentual extra de desempenho por núcleo.

Como os benchmarks mostram, tanto na primeira parte quanto aqui, é que vale a pena investir na geração mais atual sempre que possível. Isso não somente pelo desempenho bruto superior, mas também pelos recursos extras. Por exemplo, o suporte nativo a vídeos em 4K do Kaby Lake, ausente no Skylake, mesmo que a diferença de desempenho entre ambos seja de aproximadamente 10%.

Para saber mais:

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