Conhecendo a nona geração de processadores Intel para notebooks

A nona geração de processadores Intel para desktops já está aí há algum tempo. Mas o que esperar dos modelos voltados para notebooks? Será que vale a pena esperar para investir em modelo com essa nova geração, mesmo com poucas mudanças de arquitetura? Já temos informações o suficiente no momento, e vamos explicar um pouco mais nas próximas linhas.

Nova geração?

Sim, esta nona geração – desktop de notebook – é uma melhoria da oitava geração (que, por sua vez é uma melhoria da sétima…). Sim, o processo de fabricação é o mesmo (ainda que melhorado). Até o momento, esperar por ela não parece uma ideia tão boa, não é mesmo? Há pontos sutis importantes que devemos conhecer.

O primeiro deles é o Thermal Velocity Boost (TVB), que é exclusivo dessa geração. Entender ele é simples: sabe o Turbo Boost, aquela tecnologia que faz “overclocks temporários” sempre que possível para melhorar o desempenho? É basicamente isso, só que de forma mais intensa. Um “Turbo Boost do Turbo Boost”, por assim dizer, jogando a frequência lá para acima sempre que houver margem térmica para isso.

Há outras novidades bacanas, como Wifi 6, que oferece uma boa quantidade. Vale a pena conhecer, e exploraremos em um artigo futuro.

Ou seja, isso significa que um mesmo chip pode apresentar desempenhos diferentes de acordo com a eficiência do sistema de refrigeração da máquina. Uma boa hora para focar em empresas reconhecidas por construir máquinas gamer de qualidade, não? E não pára apenas por aí, já que há um segundo diferencial importante notebooks gamer: suporte ao Intel Optane H10.

Explicado de maneira simples, o Optane H10 é uma melhoria (considerável) do que o Optane é capaz atualmente. Mas merece um artigo à parte com uma explicação mais detalhada, dada a sua importância para máquinas gamer. De qualquer forma, mostra que a Intel está pensando na plataforma de uma forma geral, não apenas no processador, resultando em um conjunto mais poderoso como um todo.

Modelos

O que mais chama a atenção na nona geração é o fato de que o chip mais poderoso é capaz de chegar a 5.0 GHz. E sim, em um notebook, algo inimaginável a há poucos anos até mesmo em desktops. Isso com a frequência padrão de 2.4 GHz em seus oito núcleos e 16 threads.

Os novos Core i9 são uma excelente notícia para os jogos AAA.

Uma continuação da estratégia da oitava geração: clock base mais baixo, mais núcleos e foco no Turbo Boost. No caso aqui, o Thermal Velocity Boost, que será capaz de oferecer o máximo de desempenho possível de forma mais inteligente e efetiva do que o Turbo Boost é capaz de fazer atualmente.

Os modelos mais básicos, com o Core i5, trarão 4 núcleos, contra 6 da geração anterior. O que pode parecer estranho, mas faz sentido com o uso do TVB aliado com o HyperThreading, ausente na geração anterior. Do Core i5 até o Core i9, considerando os modelos já confirmados até então, os gamers terão boas novidades para esperar.

Conclusão

Respondendo à pergunta inicial: sim, a nona geração conta com avanços incrementais importantes em relação à geração anterior. Não temos uma tecnologia exatamente nova, mas uma atualização bem-vinda para quem busca o máximo de desempenho. E um desempenho mais inteligente, entregue sob demanda, graças ao Thermal Velocity Boost, com um conjunto mais rápido, graças ao Optane H10.

Novidades incrementais, mas bem-vindas.

E estamos a poucos meses de ver os primeiros modelos com a nona geração, já que ela está prevista para o segundo semestre de 2019. Ou seja, em poucos meses veremos do que ela é capaz na prática.

Fontes: PC World 1 e 2Anandtech, Intel, ExtremeTech