Coffee Lake Intel: Veja o que há de novo na 8ª geração de processadores

Depois de diversas especulações, algumas que acabaram se confirmando, temos a oficialização da 8ª geração da Intel, codinome Coffee Lake. E o que há de novo no Coffee Lake Intel, em especial para usuários de notebooks profissionais ou gamers? Em muitos aspectos, não temos uma geração completamente nova em si. Basicamente, há sim algumas melhorias da geração anterior, a Kaby Lake, o que não chega a ser uma notícia ruim.

Veja quais são as novidades nas próximas linhas, divididas em duas partes.

Coffee Lake Intel: Processo de fabricação e arquitetura

Muitos rumores apontavam para uma redução de litografia para 10 nanômetros nesta oitava geração, mas o Coffee Lake Intel manteve os 14 nm do Kaby Lake. Sim, trata-se da mesma litografia desde o Broadwell (5ª geração, assim com o Skylake, 6ª geração), mas com melhorias internas para tornar esta geração mais eficiente e econômica.

coffee lake intel

Essas melhorias fizeram com que a Intel classificou este processo como 14 nm++. Mesmo se tratando da mesma litografia, a densidade da Coffee Lake Intel aumentou, permitindo alcançar frequências maiores. Em especial no Hyper Threading, que teve a frequência máxima aumentada em 200 MHz.

No caso das GPUs internas, o clock foi aumentado em 50 MHz, lembrando que a quantidade de cores é consideravelmente maior do que os núcleos de CPU. Basicamente, melhorias em relação ao Kaby Lake, que, por sua vez, é uma versão melhorada do Skylake. Mas há boas novidades na segmentação de núcleos nesta nova geração.

Coffee Lake Intel: Escalonamento de núcleos e threads

Em nosso especial sobre a organização dos processadores Intel mostramos como Celeron, Pentium, Core i3, Core i5 e Core i7 eram segmentados. Dos três últimos, apontamos que o Core i3 era sempre dual-core com Hyper Threading, o Core i5 poderia ser dual-core ou quad-core, mas era sempre limitado a quatro threads* e o Core i7 não tinha limitações. Agora, temos um incremento importante em cada um deles.

Começando pelo Core i3, os modelos da oitava geração perderam o Hyper Threading, mas dobraram a quantidade de núcleos. Agora são modelos quad-core, semelhantes ao Core i5 até então, mas sem a presença do Turbo Boost. Já o Core i5 agora chega a ter seis núcleos, sem Hyper Threading, mas ainda contando com Turbo Boost.

Core i7 de oitava geração

No caso do Core i7, agora temos modelos a partir de quatro núcleos, chegando a seis, contando tanto com Hyper Threading quanto Turbo Boost. Sim, o Core i7 já contava com uma quantidade maior de núcleos, chegando a 10 núcleos físicos e 20 threads. Mas pertenciam à família Extreme de processadores, e não ao mercado de consumo.

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O modelo mais rápido desta geração, até o momento, é o Core i7-8700K, um modelo hexa-core com 12 threads (TDP de 95 watts), com clock base de 3,7 GHz e Turbo Boost 4,7 GHz. São 12 MB de cache L3, mantendo o máximo de 2 MB por core como a Intel faz há várias gerações.

Tanto os modelos Core i5 quanto Core i7 trabalham com memórias DDR4 até 2666 MHz, enquanto o Core i3 é restrito a 2400 MHz. Todos os modelos suportam dois canais, e o suporte a memórias DDR3 foi abandonado nesta geração devido à mudança no chipset. O soquete e o mesmo (LGA 1511), mas o chipset passou por uma nova revisão, agora sendo série 300.

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*Tanto nas versões para desktop quanto para notebooks, o Core i5 ou era dual-core com Hyper Threading ou quad-core sem Hyper Threading.

Modelos de notebooks

Assim como os modelos de desktop, as CPUs para notebook também contam com especificações diferentes, comparado à geração Kaby Lake. Somente o Core i3 ficou de fora, ainda utilizando dois núcleos com Hyper Threading.

coffee lake intel

O Core i7 passou a ter seis núcleos, exceto no Core i7-8559U, modelo de baixa tensão (que agora possui 4 núcleos e 8 threads). O modelo mais poderoso desta geração é o Core i9-8950HK que, além de ter 6 núcleos e 12 threads, vem também com 12 MB de cache L3. Ou seja, 2 MB por core, assim como os modelos de desktop, mas com uma TDP máxima de 45 watts.

Intel Core i5 e Core i7 ‘H’

As famílias Core i5 e Core i7 com final ‘H’ certamente não decepcionarão os usuários gamers. Todos eles contam com os gráfios integrados Intel HD 630, variando apenas o clock (de 1 GHz do Core i5-8300H até 1,15 GHz no Core i7-8850H).

No caso das CPUs, temos o clock base de 2,3 GHz e 2,5 GHz para as versões Core i5-8300H e Core i5-8400H, respectivamente (Turbo Boost de 4,0 e 4,2 GHz, respectivamente. Já os Core i7 trabalha com o clock base de 2,2 GHz (8750H) e 2,6 GHz (8850H), chegando a 4,1 e 4,3 GHz em Turbo Boost, respectivamente.

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Exemplo da família ‘U’, que também teve a quantidade de núcleos aumentada.

Parece estranho que o Core i7 trabalhe com um clock base menor, mas temos que lembrar do escalonamento de núcleos. Os modelos Core i5 agora tão quad-core com Hyperthreading (ou seja, 4 núcleos e 8 threads). Já o Core i7 agora é hexa-core, trabalhando com 6 núcleos físicos e 12 threads.

Diferentemente dos desktops, os modelos Core i5 mantiveram as configurações máximas com quatro núcleos (agora presente também nos modelos Ultra Low Voltage). Porém, trazem a vantagem de ter o Hyper Threading, chegando a 8 threads. Ou seja, configurações similares aos modelos Core i7 até então.

Conclusão

Melhorias incrementais, mudanças nas quantidades de núcleos e suporte a Hyper Threading e otimizações internas. Basicamente, este é o resumo das novidades da Coffee Lake Intel, a oitava geração de processadores Intel. Muito disso é consequência do lançamento da família Zen de processadores AMD, acirrando a concorrência entre as duas empresas.

Naturalmente, quem acaba ganhando é o usuário, que conta com processadores cada vez mais potentes. Aliás, o aumento na quantidade de núcleos é um pedido de fãs da empresa já há bastante tempo. Agora é possível ter o poder de fogo de um desktop dentro de um notebook não apenas pelo poder de fogo da placa de vídeo, mas também pela CPU.

Fonte: Intel ARK