Entenda como funcionam os benchmarks de GPU (parte 2)

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A primeira parte deste artigo foi dedicada a alguns benchmarks de GPU específicos. Dois deles utilizam a engine da UNIGINE, focada em renderizações diferentes. Também testamos a estabilidade da configuração com o FurMark, garantindo que a máquina não sofra com superaquecimentos, e colocamos a GTX 1050 para trabalhar em aplicações profissionais com o CINEBENCH R15. Mais importante ainda: mostramos como conhecer mais sobre a(s) placa(s) de vídeo, dando uma boa ideia do que esperar com base nas especificações.

Esta segunda parte do texto sobre os benchmarks de GPU focará em quatro benchmarks, todos fabricados pela Futuremark. Todos eles são reconhecidos internacionalmente, não raro sendo os padrões da indústria de testes de produtos. O motivo? Cada um oferece um relatório detalhado das análises feitas, mostrando os pontos fortes de cada configuração, ao mesmo tempo em que permite identificar possíveis gargalos de sistema.

3DMark: teste para placas de vídeo

Suíte mais recente da Futuremark para testes de placas de vídeo, o foco do 3DMark é o DirectX 12, voltado para máquinas com Windows 10. As novidades do DirectX 12 merecem um artigo dedicado, tanto pelas inovações de baixo nível, com otimizações que aproximam mais o software do hardware, quanto pela computação assíncrona. Um dos grandes diferenciais, por exemplo, é poder usar duas placas de vídeo diferentes, distribuindo a carga de trabalho entre ambas.

O DirectX 12 é testado no 3DMark Time Spy. Mesmo máquinas de alto desempenho costumam penar para rodá-lo, já que os testes realmente focam em colocar a CPU e a GPU para trabalharem com o máximo de capacidade. Como é comum em suítes da Futuremark, há testes exclusivos para a GPU, outros focados em CPU, finalizando com um teste combinado.

3dmark benchmarks de gpu

Alcançando 1920 pontos, podemos ver que o Intel Core i7-7700HQ de nosso Avell Titanium G1513 IRON V4 se saiu um pouco melhor nos testes isolados (proporcionalmente) do que a NVIDIA GeForce GTX 1050. Na média, a CPU manteve 14,12 frames por segundo, enquanto a GPU alcançou entre 10 e 11 fps. Não é um mal resultado, já que o teste em si é altamente exigente, sendo exatamente o foco do Time Spy.

3dmark firestrike gpu

No Fire Strike, que usa o DirectX 11 e foca em máquina de alto desempenho, o Titanium G1513 IRON V4 se saiu um pouco melhor. Novamente percebemos que a CPU é proporcionalmente mais poderosa do que a GPU, com uma taxa de frames por segundo próxima a 30, um resultado e tanto. Isso na configuração básica, já que a versão paga do 3DMark desbloqueia o Fire Strike em condições extremas. Naturalmente, o Titanium G1513 IRON V4 alcançaria resultados menores, já que vem com uma configuração otimizada para jogos em 1080p, resolução nativa da tela.

3dmark sky diver benchmarks de gpu

Em seguida temos o Sky Diver, teste que também utiliza o DirectX 11 e testa a máquina em games médios. O Titanium G1513 IRON V4 brilha tanto nos testes de GPU e CPU quanto nos testes combinados, mostrando que é capaz de aguentar praticamente qualquer game em 1080p com filtros e efeitos entre medium e high. Mesmo nos testes físicos com 96 threads (lembrando que o Core i7-7700HQ trabalha com 8 threads), o fps ficou acima de 33, e este é o teste mais exigente dentro do Sky Diver.

3dmark cloud gate benchmarks de gpu

Por fim, temos o Cloud Gate, um teste que rodamos como uma espécie de “curiosidade” no Titanium G1513 IRON V4. Focado em games menos exigentes, a GTX 1050 chegou a alcançar até 180 frames por segundo (Graphic Test 2), mal fazendo ruído durante a execução. Também projetado para o DirectX 11, o Cloud Gate também funciona em máquinas limitadas ao DirectX 10, exatamente pelo foco em jogos de entrada. Grande parte das máquinas atuais consegue bons resultados neste teste, ainda que a exigência de CPU seja alta.

3DMark 11

3dmark 11 x

GT: Graphics Test – PT: Physics Test – CT: Combined Test

Programa um pouco mais antigo que o 3DMark, o 3DMark 11, como o nome indica, também foca em DirectX 11. Ele ainda é mantido pela Futuremark, e exige muito mesmo de uma configuração mais moderna. O setup Extreme, que coloca todos os filtros e efeitos no máximo na resolução Full HD, é um desafio para qualquer configuração. Neste teste, somente o processador chegou perto de 30 fps no teste individual. Novamente lembramos que ele foi projetado exatamente para isso. Ou seja: o resultado de 2803 pontos abaixo garante que boa parte dos jogos em 1080p rode sem grandes problemas, mesmo com filtros e efeitos no high.

VRMark

Como saber se uma máquina está pronta para jogos em Realidade Virtual? Afinal, as exigências são maiores do que as de um game típico, e o VRMark mede exatamente isso. O primeiro teste, Orange Room, testa a capacidade da máquina de rodar aplicações do Oculus Rift e do HTC Vive, simulando exatamente a qualidade necessária para uma boa experiência.

vrmark teste realidade virtual

Há um segundo teste (pago), o Blue Room. Ele foi projetado para testar máquinas de altíssimo desempenho, com aplicações VR altamente exigentes.

Uma taxa de frames por segundo acima de 60 é uma boa garantia de que a configuração em questão está pronta para esses dois dispositivos, e o Titanium G1513 IRON V4 não enfrentou problemas neste teste. O que é um excelente indicativo, já que a GTX 1050 é a mais básica da série 10 da NVIDIA.

Conclusão

Testamos diferentes engines para mostrar como uma mesma configuração se comporta em cada uma delas. Games com DirectX 12 estão se tornando cada vez mais comuns, mas grande parte dos jogos suporta diferentes versões de uma mesma engine. É o caso, por exemplo, do Sid Meier’s Civilization V, comumente carregado em Direct3D 11, mas também compatível com DirectX 9 no Windows. Posteriormente, passou a suportar o Mantle, API proprietária da AMD. No Mac OS e no Linux roda nativamente em OpenGL, que testamos na primeira parte deste artigo com o CINEBENCH R15.

Outro exemplo é o Euro Truck 2, que roda tanto em DirectX quanto em OpenGL, cada uma das versões com qualidades e níveis de desempenho diferentes. Observar o resultado dos benchmarks permite uma melhor escolha de engines por parte do usuário com uma certa configuração, em especial quando alguns componentes são proporcionalmente mais poderosos do que outros. No fim das contas, vimos, na prática, o potencial real da configuração do Titanium G1513 IRON V4, e o resultado é excelente.

Fontes: Futuremark 3DMark, Futuremark VRMark, Blog Euro Truck 2, Sid Meier’s Civilization V, Steam

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